Resposta rápida
Sistema analógico (HDCVI/AHD/TVI) usa cabo coaxial bipolar — coaxial para o vídeo mais um par para a alimentação, no mesmo cabo. Sistema IP com PoE usa cabo de rede cat5e ou cat6, e nesse caso o dado e a energia vão pelos mesmos 8 fios.
Trocar um pelo outro não é opção: são tecnologias diferentes. A decisão real está na metragem que você compra e na qualidade do condutor — e é aí que a maioria erra.
Escolha rápida por cenário
Ache a linha que descreve a sua instalação. A recomendação da linha é a que faz sentido para aquele caso específico — não a "melhor do mercado".
| Seu cenário | Cabo indicado | Por quê | Ver preço |
|---|---|---|---|
| Sistema analógico, até 4 câmeras, obra pequena | Coaxial bipolarcaixa 100 m | Metragem suficiente sem sobra parada. Vídeo e alimentação no mesmo cabo. | Ver coaxial 100 m |
| Sistema analógico, 8+ câmeras ou obra grande | Coaxial bipolarbobina 300 m | Custo por metro cai bastante. Compensa a partir de ~150 m de consumo previsto. | Ver bobina 300 m |
| Sistema IP com PoE, interno, lances até 90 m | Cat5e cobrecaixa 305 m | Resolve a grande maioria dos CFTV IP. Câmera de 2 a 4 MP não satura o link. | Ver cat5e cobre |
| Sistema IP, perto de motor, rede elétrica ou obra que vai crescer | Cat6 cobrecaixa 305 m | Mais robusto a interferência e folga para o futuro — não porque a câmera precise de mais banda. | Ver cat6 cobre |
| Sistema IP com trecho exposto ao tempo | Cat5e externoblindado / capa UV | Ambiente externo pede capa resistente a UV, não categoria maior. | Ver cat5e externo |
| Quer economizar cortando no cabo | Nenhum | Cabo é o item que mais dá trabalho para trocar. Economia aqui costuma virar refação. | veja abaixo |
O erro que custa mais caro não é comprar o cabo errado
É comprar cabo CCA achando que é cobre. CCA é alumínio revestido de cobre; CCS é aço revestido. Os dois conduzem pior, esquentam mais com PoE e oxidam na emenda. A câmera funciona no primeiro dia e começa a cair meses depois — quando o instalador já foi embora.
Antes de comprar, procure na descrição do anúncio: "100% cobre" ou "cobre puro". Se estiver escrito "CCA", "CCS" ou "cobreado", é liga. Se não disser nada sobre o condutor, desconfie — quem usa cobre faz questão de dizer.
Coaxial ou cabo de rede: a decisão já foi tomada pelo seu gravador
Essa é a primeira coisa a esclarecer, porque muita gente pesquisa "melhor cabo para câmera" quando na verdade não tem escolha:
- Se o gravador é DVR (analógico, HDCVI, AHD, TVI) — o cabo é coaxial. A câmera manda vídeo analógico por um cabo coaxial e recebe 12 V por um par separado. Por isso existe o "coaxial bipolar": os dois no mesmo revestimento.
- Se o gravador é NVR (IP) — o cabo é de rede, cat5e ou cat6. Com PoE, dado e energia vão pelo mesmo cabo de 8 fios, e você não precisa de fonte em cada ponto.
Não existe adaptar um no outro sem conversor. Se você já tem um gravador, ele decide o cabo. Se está montando do zero, a escolha entre analógico e IP vem antes da escolha do cabo — e aí vale ler o comparativo de câmera IP ou coaxial.
Quanto comprar: 100 m, 300 m ou 305 m?
Aqui existe uma confusão comum de nomenclatura que vale corrigir:
- Coaxial costuma ser vendido em caixa de 100 m ou bobina de 300 m.
- Cabo de rede costuma ser vendido em caixa de 305 m — que é o padrão internacional de 1.000 pés.
Ou seja: quando alguém fala "bobina de 305" está falando de cabo de rede; "bobina de 300" normalmente é coaxial. Não são a mesma medida e não dá para comparar preço por rolo — só faz sentido comparar preço por metro.
Regra prática de quem instala: some a distância de cada ponto até o rack, some 10% de folga para curvas e sobra de crimpagem, e arredonde para cima. Sobra de cabo não é estoque — é dinheiro parado que endurece e amarela na prateleira.
O cabo sozinho não fecha o ponto
Depois de escolher o cabo, faltam os itens que fazem a instalação funcionar de verdade. O que entra depende do tipo de sistema:
| Se o sistema é | Você também vai precisar de | Ver preço |
|---|---|---|
Analógico (coaxial) |
Conector BNC em cada ponta do vídeo e fonte 12 V dimensionada para o total de câmeras. | Ver conector BNC |
Analógico em distância longa |
Balun, para levar o vídeo por par trançado quando o coaxial fica caro ou inviável no percurso. | Ver balun Intelbras |
| IP com PoE | Switch PoE com portas suficientes e potência total compatível, além dos conectores RJ45. | Ver switch PoE 8 portas |
Qual switch PoE para quantas câmeras
Na linha Haiz o uplink é dedicado: o número do modelo indica as portas PoE e há 2 portas de uplink adicionais. Um switch de 8 portas alimenta 8 câmeras. Se o projeto pode crescer, subir uma faixa agora sai mais barato que trocar o switch depois.
| Câmeras | Switch | Ver preço |
|---|---|---|
| Até 4 câmeras | Haiz PoE 4 portas | Ver switch 4 portas |
| 5 a 8 câmeras | Haiz PoE 8 portas | Ver switch 8 portas |
| 9 a 16 câmeras | Haiz PoE 16 portas | Ver switch 16 portas |
| 17 câmeras ou mais | Haiz PoE 24 portas | Ver switch 24 portas |
Distância máxima: o limite que define o projeto
Antes de calcular quanto cabo comprar, é preciso saber até onde cada tecnologia chega. Ultrapassar o limite não dá erro na hora — dá imagem instável, queda intermitente e chamado de manutenção meses depois.
| Tecnologia | Limite prático por lance | O que acontece se passar |
|---|---|---|
| Cabo de rede com PoE (cat5e ou cat6) | 90 m de cabo horizontal + 10 m de patch cord, totalizando 100 m | O link cai ou nem sobe. É limite do padrão Ethernet, não do fabricante. |
| Coaxial para vídeo analógico | Varia com a bitola e a resolução; lances longos pedem cabo de maior diâmetro | Imagem lavada, perda de nitidez e ruído na parte mais distante. |
| Alimentação 12 V pelo par do coaxial bipolar | Cai rápido com a distância — é o gargalo real do coaxial bipolar | Câmera reinicia à noite, quando o infravermelho liga e o consumo sobe. |
| Vídeo analógico por par trançado com balun | Alcança bem mais que o coaxial no mesmo cenário | Depende da qualidade do balun e do aterramento. |
O detalhe que pega mais gente é o terceiro: o cabo coaxial bipolar leva vídeo e energia, mas o par de alimentação é fino. Em lances longos a tensão chega abaixo de 12 V, e a câmera funciona de dia e reinicia de madrugada — exatamente quando o LED infravermelho puxa mais corrente. Quem já atendeu esse chamado sabe que o sintoma parece defeito da câmera, mas é queda de tensão no cabo.
Nesses casos existem duas saídas: aproximar a fonte da câmera, ou usar uma fonte dimensionada com folga e cabo de alimentação de bitola maior.
Como calcular a metragem sem sobrar nem faltar
A conta que os instaladores fazem na prática tem quatro parcelas, e quase ninguém lembra das duas últimas:
- Distância de cada câmera até o rack — medida pelo caminho real do cabo, não em linha reta. Cabo desce parede, contorna viga e sobe forro.
- Subidas e descidas verticais — o trecho vertical é o mais esquecido no orçamento. Um ponto no segundo andar pode ter 6 m só de subida.
- Folga de crimpagem — 50 cm a 1 m sobrando em cada ponta. Cabo esticado no limite não permite refazer o conector se der problema.
- Margem de erro — de 10% a 15% sobre o total. Sempre aparece um desvio que não estava no croqui.
Exemplo: 8 câmeras com média de 25 m de percurso dá 200 m. Somando 4 m de folga por ponto (32 m) e 10% de margem, chega perto de 255 m. Nesse caso a bobina de 300 m compensa; duas caixas de 100 m não dariam conta e três sobrariam demais.
É esse tipo de conta que define caixa ou bobina — não o preço da etiqueta.
Capa do cabo: CM, CMX e o que vale para área externa
Além da categoria, o cabo tem uma classificação de capa que quase nunca aparece no anúncio, mas muda a durabilidade da instalação:
- CM — uso interno geral, o mais comum em caixa de 305 m.
- CMX — uso externo, com aditivo contra raio ultravioleta. É o que resiste a sol direto sem ressecar e rachar.
- CMR — projetado para passagem vertical entre pavimentos, com requisito de propagação de chama mais rigoroso.
Na prática: cabo interno comum exposto ao sol dura pouco. A capa endurece, trinca, entra água e o cabo oxida por dentro. O sintoma aparece como perda gradual de qualidade de imagem ou queda de link em dia de chuva, e o diagnóstico é difícil porque o cabo parece intacto por fora.
Se o trecho pega sol ou fica em fachada, use cabo com capa para externo — isso importa mais do que subir de cat5e para cat6.
Cinco erros que estragam cabo bom
Cabo de qualidade instalado errado rende menos que cabo simples instalado direito. Os erros mais frequentes:
- Passar junto com rede elétrica. Cabo de dados em paralelo com fio de energia capta interferência. Se o cruzamento for inevitável, cruze a 90 graus e nunca divida o mesmo eletroduto.
- Dobrar demais na curva. Cabo de rede tem raio mínimo de curvatura. Dobra fechada deforma o par trançado e altera a impedância — o cabo passa a falhar sem nenhum sinal visível.
- Puxar com força. Tracionar o cabo estica os pares internos. O dano é permanente e não aparece em teste visual.
- Destrançar demais na crimpagem. Só os últimos milímetros devem ser destrançados. Quanto mais par desfeito, mais diafonia.
- Emenda no meio do lance. Emenda em cabo de rede é ponto de falha garantido. Se faltou cabo, o certo é refazer o lance ou usar um patch panel — nunca emendar fio a fio com fita.
Como testar o cabo depois de instalar
Testar antes de fechar o forro economiza horas. O mínimo aceitável:
- Teste de continuidade e sequência com testador RJ45 — confirma que os 8 fios estão na ordem certa nas duas pontas.
- Teste de link real — conectar a câmera e verificar se negocia 100 Mbps ou 1 Gbps, e se mantém o link estável por alguns minutos.
- Teste com PoE ligado — alguns cabos sobem o link mas falham quando a energia passa junto, porque aquecem. Esse é o teste que denuncia cabo CCA.
- Localizador de cabos quando o rack já tem muitos pontos e é preciso identificar qual ponta é qual. Veja se o localizador vale a pena.
Para sistema analógico, o teste equivalente é conferir a imagem no gravador com a câmera na posição final e o infravermelho ligado — é nessa condição que a queda de tensão aparece.
Quanto o cabo pesa no custo de cada ponto
Uma noção de proporção ajuda a decidir onde economizar. Num ponto de CFTV, o custo se divide aproximadamente entre câmera, cabo, conectores, fonte ou switch, suportes e mão de obra.
O cabo raramente é o item mais caro — mas é, com folga, o mais caro de trocar. Substituir uma câmera leva minutos e não exige obra. Refazer cabeamento significa reabrir passagem, mexer em forro, às vezes quebrar parede, e refazer a crimpagem de todos os pontos afetados.
Por isso a lógica de economia se inverte aqui: se for para cortar custo em algum lugar do projeto, corte em algo reversível. O cabo é a parte que você quer acertar de primeira.
Quando não vale gastar mais
Esta seção existe porque quase nenhum comparativo tem — e é o que mais economiza dinheiro de cliente.
- Não pague cat6 para uma câmera de 2 MP em lance curto. Cat5e entrega gigabit e a câmera nem chega perto disso. Cat6 se justifica por robustez e futuro, não por resolução.
- Não compre bobina para uma obra pequena. Se você vai usar 60 m, a caixa de 100 m resolve. O resto da bobina vira prateleira.
- Não compre cabo blindado para trecho interno sem interferência. Blindagem só funciona se for aterrada corretamente; mal aterrada, piora.
- Não economize no cabo para comprar câmera melhor. É a troca mais cara que existe: refazer cabeamento significa abrir parede e refazer passagem. A câmera você troca em 20 minutos.
O resumo honesto
O gravador decide se o cabo é coaxial ou de rede. A obra decide a metragem. O ambiente decide a capa. E o condutor — cobre de verdade ou liga — decide se você vai voltar naquele ponto daqui a um ano. Só o último depende de você prestar atenção na hora de comprar.
Perguntas frequentes
Depende do gravador. DVR analógico (HDCVI, AHD, TVI) usa cabo coaxial — normalmente coaxial bipolar, que já traz o par de alimentação. NVR com câmeras IP usa cabo de rede cat5e ou cat6, que com PoE leva dado e energia juntos.
Só com balun nas duas pontas, que converte o sinal de vídeo para par trançado. Sem balun não funciona. Em obras longas o balun pode sair mais barato que puxar coaxial.
Cat5e resolve a maioria dos casos: entrega gigabit e uma câmera de 2 a 4 MP usa uma fração disso. Cat6 vale quando há interferência no percurso, quando o lance é longo ou quando você quer folga para o sistema crescer.
CCA é alumínio revestido de cobre e CCS é aço revestido. Ambos conduzem pior que cobre puro, esquentam mais com PoE, oxidam na emenda e limitam a distância útil. Procure "100% cobre" na descrição do anúncio.
Some a distância de cada câmera até o rack, acrescente cerca de 10% para curvas, sobra de crimpagem e imprevistos, e arredonde para cima. Coaxial vem em caixa de 100 m ou bobina de 300 m; cabo de rede vem em caixa de 305 m.
Não é recomendado. Cabo de dados ou vídeo correndo em paralelo com rede elétrica capta interferência. Se o cruzamento for inevitável, faça em ângulo de 90 graus e evite compartilhar o mesmo eletroduto.
Desconfie de caixa que promete 100 m por um preço muito abaixo do mercado. É comum vir com metragem real menor ou condutor de liga. Metragem e material do condutor devem estar declarados no anúncio.
Guias específicos deste cluster
Este guia decide o tipo de cabo. Para aprofundar em cada decisão, veja também cabo CFTV 4 pares ou cat5e (condutor: cobre x CCA), cat5e ou cat6 para câmeras IP, cabo coaxial bipolar vale a pena, caixa de 100 m ou bobina, qual conector RJ45 usar (categoria do conector, que é assunto diferente do cabo), qual crimpador comprar, localizador de cabos, como dimensionar a fonte 12 V e qual HD usar no gravador.
Transparência: esta página é informativa e contém links de afiliado. Se você comprar por eles, a SecSystem pode receber uma comissão, sem custo extra para você. As recomendações são baseadas em instalação de campo — e por isso algumas seções dizem explicitamente quando não vale gastar mais.
Coaxial bipolar
Coaxial bipolar
Cat5e cobre
Cat6 cobre
Cat5e externo
Analógico (coaxial)
Analógico em distância longa
Haiz PoE 4 portas
Haiz PoE 16 portas
Haiz PoE 24 portas